20 milhões de empresas em atividade no Brasil.


Essa semana o Boletim anual do Mapa de Empresas, apresentado pelo Ministério da Economia, trouxe a notícia de que o país rompeu a marca dos 20 milhões de negócios em funcionamento.


Só em 2020 foram abertas 3.359.750 empresas, uma média de praticamente 9.500 empresas aberas por dia no pior ano de nossa história recente para os pequenos negócios.


Só em 2020 foram abertas 3.359.750 empresas...

Em uma breve análise, pode-se verificar que existem argumentos tanto para os que enxergam o copo “meio vazio” quanto para os que veem o copo “meio cheio”, pois esse recorde pode ser facilmente explicado pela queda brusca do emprego formal, ou seja, um ano de demissões em massa em toda a nação.


Já por outro lado (meio cheio), estamos falando de mais de 3 milhões de novos empreendedores, microempresários que de alguma forma irão contribuir com a função social de suas empresas, gerando renda e empregos.


Outro ponto que não pode ficar sem menção é o fechamento no mesmo período de cerca de 1.044.696 de empresas, desta forma, apesar do ministério da economia enxergar um saldo positivo de 2.315.054 é necessário entender a reação em cadeia no número de demissões para realmente poder opinar se o saldo positivo causou o impacto necessário.


Não podemos colocar na mesma balança o empresário que sonhou em ter seu negócio, se preparou, fez o dever de casa e a partir dai lutou com unhas e dentes para dar certo. Depois, veio um vírus e derrubou toda a estrutura montada junto com seus sonhos. Do outro lado temos o cidadão que nunca pensou em ser empresário e que de uma hora para outra se vê obrigado a empreender. Em hipótese nenhuma estou querendo dizer que o segundo não dará certo ou que tem menos mérito que o primeiro, estou apenas trazendo a tona que, o número de empresas estruturadas que “quebraram” pelo distanciamento social, fazendo com que seus empresários fossem obrigados a demitir milhões de trabalhadores, causou um impacto muito mais negativo que os milhões de novos negócios que foram abertos para recompor uma renda perdida.


O melhor desses números sem dúvida é a introdução de um espírito empreendedor na vida dos brasileiros que sempre tiveram na “carteira assinada” a ideia de segurança e, o empreendedorismo como uma aventura irresponsável. O incentivo ao empreendedorismo trará benefícios a médio e longo prazo, tirando da cabeça de milhões o espírito enraigado da “CLT”.


Outro ponto positivo tem sido a movimentação do governo (ainda que de forma lenta) em desburocratizar a abertura de empresas nas Juntas comerciais. Sem dúvida o futuro será a digitalização de todo e qualquer documento de empresas e isso já tem se demonstrado uma realidade muito próxima.


Em alguns estados como Goiás por exemplo, a constituição de uma empresa pode chegar a incríveis 01 dia e 02 horas, já a maior metrópole da América Latina (São Paulo) ainda está longe desses números, mas, independentemente do estado, o que se vê é a busca pela celeridade, mesmo que essa busca seja em sua proporção quase que total do governo federal.


Dentre as empresas constituídas no último ano, à atividade que representou o maior fluxo de constituições foi o comércio varejista de artigos do vestuário, um modelo de empresa que não necessita de um alto investimento inicial e que pode ser emplacada mesmo sem a chamada loja física.


Por fim, dos números apresentados em relação a quantidade de empresas constituídas, 2.663.309 foram abertas como MEI, sendo que hoje essa modalidade já representa 56,7% dos negócios em funcionamento no país, o que, por si só já corrobora com as questões apresentadas nesse artigo, ou seja, não se pode analisar friamente apenas os números, pois, ao se verificar a morte de milhões de micro e pequenas empresas geradoras de emprego e renda, a constituição de milhões de MEI’s só vem a demonstrar que a perda do emprego formal literalmente empurrou inúmeros cidadãos para a obrigação de se lançar no mercado como empreendedor.


A você empreendedor recém chegado nesse mundo caótico que é ser empresário no Brasil, bem vindo a maior escola de empreendedorismo do mundo, se vencer aqui nesse terreno tão inóspito, você estará pronto para decolar. Batalhe, estude, estude e estude e se utilize das ferramentas de gestão disponíveis no universo digital. Lembre-se sempre de se cercar de profissionais que agreguem o seu crescimento e muito sucesso pra você.


Fonte: Ministério da Economia

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