O empreendedorismo feminino
- Marcio Pimentel

- 6 de mar. de 2023
- 2 min de leitura

Não é nenhuma novidade que ainda existe um abismo nas oportunidades entre homens e mulheres no mercado de trabalho. Segundo levantamento da consultoria IDados com base no IBGE, as mulheres ganharam em média 20,5% menos que os homens em 2021.
Saber lidar com a inserção no mercado de trabalho, as perspectivas de crescimento profissional, a conciliação entre trabalho e a criação dos filhos, a dupla ou tripla jornada diária, a desigualdade de cargos e salário, o assédio etc., é parte da vida da mulher em seu emprego.
Mas e no mundo do empreendedorismo, como está a evolução feminina?

Segundo o SEBRAE, 10,1 milhões de empreendimentos no Brasil são liderados por mulheres, correspondendo assim por 46% dos empreendedores iniciais (Relatório GEM, 2020).
Esse crescimento exponencial não é só no Brasil, mas nosso país já é o sétimo no mundo em número de mulheres empreendedoras. Os números indicam uma postura firme em ganhar espaço no mundo primordialmente dos homens até pouco tempo.
Quem não lembra da célebre cena do filme “a dama de ferro” em que Meryl Streep, interpretando a primeira-ministra Margaret Thatcher entra no parlamento rodeada só de homens? Assim é a luta constante da mulher no mundo dos negócios.
Apesar dos números que mostram uma evolução no universo das donas de negócios, a dupla responsabilidade, inflamada com o período de pandemia, ainda faz com que muitas mulheres tenham que trabalhar, cuidar de casa e cuidar da família, forçando a busca por flexibilidade. Ou seja, ainda existe um vasto diferencial entre a busca do homem por “liberdade” ao abrir um novo negócio e necessidade da mulher em empreender, seja para complementar a renda familiar ou para trazer os recursos necessários.
A grande questão é que, mesmo em meio a inúmeras barreiras, as mulheres têm buscado mais conhecimento que os homens e tomado conta de uma porção significativa do mundo dos negócios, trazendo a tona uma sintonia em que o sucesso de uma é a motivação de muitas e isso vai se multiplicando.
Esse caminho difícil e cansativo ainda não acabou, existe ainda uma longa estrada de mais e mais conquistas no intuito de que a empreendedora chegue onde ela quer.
Marcio Pimentel
Advogado e empreendedor.
Fontes: Endeavor, Sebrae, Correio Braziliense.



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